O presente blog tem por objetivo o compartilhamento de materiais pedagógicos que auxiliem no combate a todos os tipos de violência e discriminação presentes no contexto escolar do Recanto das Emas/DF, proporcionando a instrumentalização de Coordenadores Pedagógicos e Professores.
sábado, 6 de outubro de 2012
"O Coroinha (Zumbi dos Palmares)"
"Quem Planta o Preconceito" Natruts
Quem Planta O Preconceito
Natiruts
Racismo, indiferença
Não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito
Racismo, indiferença
Não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito
Racismo, indiferença
Não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito
Racismo, indiferença
Não pode reclamar...
Lembra da criança
No sinal pedindo esmola?
Não é problema meu
Fecho o vidro
Vou embora...
Lembra aquele banco
Ainda era de dia
Tem preto lá na porta
Avisem a polícia...
E os milhões e milhões
Que roubaram do povo
Se foi político ou doutor
Serão soltos de novo
Ooooooooooooh!
Quem planta preconceito
Racismo, indiferença
Não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito
Impunidade, indiferença
Não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito
Racismo, indiferença
Não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito
Impunidade, indiferença
Não pode reclamar...
-"Ainda há muito
O que aprender
Com África Bambata
E Salassiê
Com Bob Marley e Chuck D
O reaggae, o hiphop
Às vezes não é esse
Que está aí
Seqüela a violência
Entrando pelo rádio
Pela tela
E você só sente quando falta
O rango na panela
Nunca aprende
Só se prende, não se defende
Se acorrenta, toma o mal
Traga o mal, experimenta
Por isso ainda há muito
O que aprender
Com África Bambata
E Salassiê
Com Bob Marley e Chuck D
O reaggae, o hiphop pode ser
O que se expressa aqui
Jamaica
O ritmo no pódium sua marca
Várias medalhas
Vários ouros, zero prata
E no bater da lata
Decreto morte é o gravata
E no bater das palmas
Viva a cultura rasta"
Crianças não nascem más
Crianças não nascem racistas
Crianças não nascem más
Aprendem o que
Agente ensina...
-"Por isso ainda há muito
O que aprender
Com África Bambata
E Salassiê
Com Bob Marley e Chuck D
Todo dia algo diferente
Que não percebi
E na lição um novo
Dever de casa
Mais brasa na fogueira
E o comédia vaza
A moda acaba
A gravadora trai
E o fã já não
Te admira mais
Ainda há muito
O que aprender
Lado a lado, aliados
Natiruts, GOG
O DF, o cerrado
Um cenário descreve
Do Riacho a Ceilândia
Cansei de ver
A repressão policial
A criança sem presente
De natal
O parceiro se rendendo ao mal
Quem planta a violência
Colhe odio no final"
"Palmares 1999" Natruts
Palmares 1999
Natiruts
Mas os livros foi você quem escreveu
Quem garante que palmares se entregou
Quem garante que Zumbi você matou
Perseguidos sem direitos nem escolas
Como podiam registrar as suas glórias
Nossa memória foi contada por vocês
E é julgada verdadeira como a própria lei
Por isso temos registrados em toda história
Uma mísera parte de nossas vitórias
É por isso que não temos sopa na colher
E sim anjinhos pra dizer que o lado mal é o candomblé
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A influência dos homens bons deixou a todos ver
Que omissão total ou não
Deixa os seus valores longe de você
Então despreza a flor zulu
Sonha em ser pop na zona sul
Por favor não entenda assim
Procure o seu valor ou será o seu fim
Por isso corre pelo mundo sem jamais se encontrar
Procura as vias do passado no espelho mas não vê
E apesar de ter criado o toque do agogô
Fica de fora dos cordões do carnaval de salvador
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
"Kiriku e a Feiticeira"
Muito recomendado pra trabalhar diversidade na Educação Infantil e Séries Iniciais do Ensino Fundamental!!!
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
"As Marcas do Chicote" Jarbas Júnior
Seguem alguns poemas de Jarbas Júnior extraídos do livro "As Marcas do Chicote".
BARCAROLA LUSA
O amor que tenho por ela,
Às vezes, é chama de vela
Entre lágrima e luz
me queima e seduz!
O amor que tenho por ela,
Tem arroubos de procela!
Tudo pode e arrasta violento,
Mas que passa como o vento!
na sua grandeza íntima
tem vibração marítima!
Nem há estrela mais bela,
que o brilho do olhar dela!
“Onde a terra se acaba e o mar começa”.
Essa é a tal terra marítima portuguesa!
Meça a distância entre a fé e a esperança,
O céu e o mar, e terás, com toda certeza,
A medida da coragem que tudo alcança!
Como se pega com a mão uma estrela?
Navegando sempre adiante, adiante, ao vê-la...
Essa gente que quis o mundo pequeno,
Sonhou e sofreu, queria o oceano e foi
Deixando tudo, terras, castelo e boi!
Tudo que faz o homem senhor pleno
Do mundo que o rodeia calmo seguro
Em demanda das incertezas do futuro!
Como sói acontecer com as idéias
e heróis, anelando mais Odisséias!
Mas nunca se premeditou que seria cada
Grande conquista gloriosa ou mesquinha,
Na base extrema do sermão ou da espada,
Uma parte recôndita que ante não tinha
Da sua índole passional melancólica,
A tendência banza elegíaca alcoólica
A saudade quase morbidez!
A sua grandeza lírica, talvez...
CABRAL
No amplo espelho azul da paisagem,
Venta luz violeta sobre o crespo mar!
A imensidade logo causa vassalagem!
E humilde satisfeito o almirante tenta,
fumando seu velho cachimbo na proa,
Aproximar o que sente do que pensa.
O que é real na sua opinião e crença?
A sua grande experiência má ou boa?
O que olha o que lembra o que sabe...
Em tão pouco cabe, que é inevitável,
Eleve a sua reflexão ao azul celeste.
Tantos mares navegados, pois há de
Saber: na sua longevidade venerável
Solidão e saudade: o premio é este?
CONTEÚDO
Poema de Cecília Novais*
Texto que não dispõe de lacunas
Parece deserto ausente de dunas,
Sem ondas e vazios, discrepâncias
De sombras sob intenso sol praiano!
Ou rosas no monturo, fragrâncias
Irônicas, paradoxo, o lado plano
Do que é sinuoso na serpente ...
Que rio não tem águas turvas?
E abruptas inesperadas curvas?
O mistério sempre seduz,
Porque é transcendente
Horizonte de sombra e luz!
DOR ATÁVICA
“É triste não ser branco.”
Ter tudo e não ter nada!
A imagem execrada.
Quanto da cor insiste retinta:
Negro congo, negro banto!
Absinta amargura,
A pele escura condena
Distinta de tudo!
Azeviche plena
De desventura!
Mudo olhar de censura
É suficiente
Impertinente,
Ninguém o atura
Indiferente...
Tem qualquer coisa
De tortura
Realmente!
“É triste não ser branco.”
Ter tudo e não ter nada!
A imagem execrada.
Quanto da cor insiste retinta:
Negro congo, negro banto!
Absinta amargura,
A pele escura condena
Distinta de tudo!
Azeviche plena
De desventura!
Mudo olhar de censura
É suficiente
Impertinente,
Ninguém o atura
Indiferente...
Tem qualquer coisa
De tortura
Realmente!
CONDIÇÃO
O exílio da pele,
ilha nigeriana
na sociedade branca.
Na risada franca,
a alvura da alma
por detrás desse
trauma.
O exílio da pele,
ilha nigeriana
na sociedade branca.
Na risada franca,
a alvura da alma
por detrás desse
trauma.
PREÂMBULO
Zumbi na serra
abre guerra
até a morte
contra a sorte perversa
e a condição adversa!
Rei dos Palmares!
E herói dos mártires...
Derrotado, traído,
mas nunca esquecido!
Hoje, redivivo
ou renascido,
não, Exu-Zumbi
em terreiro
guerreiro temido!
Mas, na favela,
quilombo maldito!
Teu espírito
erra
na miséria mesquinha,
antes, a guerra
outro sentido tinha...
Agora, a luta é pela
sobrevivência social!
Zumbi na serra
abre guerra
até a morte
contra a sorte perversa
e a condição adversa!
Rei dos Palmares!
E herói dos mártires...
Derrotado, traído,
mas nunca esquecido!
Hoje, redivivo
ou renascido,
não, Exu-Zumbi
em terreiro
guerreiro temido!
Mas, na favela,
quilombo maldito!
Teu espírito
erra
na miséria mesquinha,
antes, a guerra
outro sentido tinha...
Agora, a luta é pela
sobrevivência social!
REFERÊNCIA
Eu não aceito
O espelho
Do preconceito!
Reflito
Só o que sou
Em espírito!
O espelho
Do preconceito!
Reflito
Só o que sou
Em espírito!
"O perigo de uma única História"
Vista a Minha Pele
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